Crónica
Jogos escolares organização desorganizada
Por | Michael César
Caro leitor, saudações.
Como sabe recentemente
decorreu os jogos desportivos escolares na cidade de Nampula, a maior festa do
desporto escolar, onde a sua abertura foi de pompa e circunstância. O estádio
25 de Junho esteve colorido. Os «axinenezinhos» mostraram o que sabem fazer,
brilhar.
Se naquele dia foi de
alegria, no decorrer da festa tornou-se amargo e tristeza, principalmente para
o conjunto da província de Nampula. Enquanto os das outras províncias tinham as
melhores condições de logística e os de cá não se pode dizer o mesmo.
Naquilo que deveria ser
um evento de alegria para os anfitriões, foi um evento de tristeza e
lamentações, que parte da equipa técnica, abrange também alunos desportistas e
o pessoal de saúde.
Os técnicos reclamavam e
com direito, o seu ordenado por estar a orientar e organizar a delegação de
Nampula, ficam dia e noite com os petizes e nem um centavo no bolso não tem.
Qual é moral que vão ter para seguir em frente? Pergunto eu.
Me deixou preocupado,
foi a situação das crianças que em algum momento realizar jogos sem ter passado
alguma refeição ou algo que enganasse a pança, nem água por vezes não tomavam,
principalmente dos artistas do atletismo, que precisam de hidratar antes e
depois da corrida.
Tinha também o problema
de transporte e ambulância, enquanto os seus colegas das outras províncias vão
aos locais de jogo de transporte, os filhos de Nampula, iam a pé como se não
tivesse nenhum encarregado. O mais complicado é que nos locais dos jogos
escolares, não tinha ambulância, que só se viu na abertura e no encerramento
dos jogos escolares.
Penso que as pessoas que
estavam por frente desta organização desorganizada deveriam ter amor-próprio.
Olhar primeiro para os nossos filhos, dar as melhores condições aos filhos da
casa. Deveriam também imaginar estes meninos, como se fosse o deles, que
estavam em casa ou nas bancadas de jogos.
Penso que as coisas não
podem ser feitas de separação. Ter enteados e filhos. Todos devem ser
considerados da mesma maneira, de enteados ou de filhos. Não deve haver diferença.
Como disse o Presidente da República, todos tem direitos iguais, incluindo os
deficientes.
Se as autoridades de
direito sabiam que não tinha condições de pagar subsídios aos técnicos porque
que não dispensou estes profissionais e consequente excluía a participação da
província, ao invés de passar vergonha?
A maior preocupação, é
se as crianças tivessem uma lesão grave como seria a deslocação para o
hospital? As viaturas particulares que socorrem, será que tinham equipamento
médico para tratamento e manter o paciente confortável até a unidade sanitária?
Nem quero imaginar a
menina que de ginástica massiva que no encerramento do décimo quinto festival
de jogos desportivos escolares tivesse o problema de saúde que teve no decorrer
dos jogos, acho que teria desmaiado para sempre. Mais não disse.
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