Por motivos passionais cidadão mata cinco pessoas em Macate
Por Geovani Farias
Um cidadão está a contas com a Polícia da República de
Moçambique-PRM, no distrito de Macate, indiciado de ter assassinado, quarta-feira,
18 de Junho, sua esposa e outras quatro pessoas usando instrumentos
contundentes.
O responsável do crime, um jovem de 23 anos de idade, que
se sentiu traído pela esposa, tirou a vida da sua esposa por golpes com catana
e cabo, depois foi atear fogo na residência do suposto rival matando este, a
esposa deste e os dois filhos do casal.
O criminoso confesso, detido em Messica, quando ia exigir
a família da falecida mulher, 50 mil meticais, valor de lobolo, disse que tomou
tal atitude porque suspeitava que o vizinho rival, usava o dinheiro que ele
enviava a partir da África do Sul, onde trabalha numa mina.
O suspeito, explicou que enviou até ao dia em que
acompanhou na terra do rand a traição da sua esposa com o vizinho, 15 mil
meticais. «Me doeu muito eu saber que mandava dinheiro para e ela usava com o
meu vizinho».
O individuo ora detido, disse sem arrependimento que «ouvi
que ela me traía, de lá da África do Sul, por isso voltei e a matei com catana.
Eu só queria esse homem mas eu não consegui apanhar sozinho».
O crime macabro movido por ciúmes, aconteceu na
comunidade de Thoa Maguitari, naquela jurisdição da província da terra do
planalto, algo muito contestado pela comunidade local, principalmente por ter
envolvido pessoas inocentes.
A administradora do distrito de Macate, em Manica, Rosa
Cararadza, que deslocou-se ao local, repudiou a postura do jovem assassino a
contas com as autoridades policiais.
«Quando tivemos esta informação os colegas da PRM,
fizeram-se presentes a localidade está a acompanhar o processo. A polícia está
a trabalhar para continuar a buscar mais informações sobre este triste
acontecimento que nos chocou bastante».
Na mesma ocasião, Rosa Cararadza, afirmou que o Governo
do distrito de Macate, vai dar assistência às famílias e principalmente às
crianças em idade escolar, que escaparam do infortúnio.
«Estamos a acompanhar as famílias, demos uma cesta
básica. As outras duas crianças que escaparam precisam de assistência no
material escolar. Nós como governo temos a nossa responsabilidade de continuar
a dar assistência a estes menores», explicou.
Finalmente, a chefe do executivo distrital de Macate, apelou
às comunidades para que não pautem pela justiça com as próprias mãos.
«Queremos aconselhar, não só a comunidade de Thoa
Maguitari, mas também todo o distrito que possamos dialogar para resolver os
nossos problemas. O diálogo vai trazer resultados positivos e não a agressão. O
que vimos aqui é triste”, concluiu.
Mouzinho Manasse, porta-voz da PRM em Manica, disse que a
boa relação entre a corporação e a família da finada, foi possível a
neutralização do referido cidadão.
«Depois de matar aquela família, o indiciado dirigiu-se
ao distrito de Sussundenga para ameaçar a família da falecida a devolver o
valor que gastou no lobolo e estes denunciaram a sua presença. Foi assim que a
policia o prendeu».

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