Mais de trezentas e cinquenta mil pessoas vivem com HIV em Nampula



Por | António César
 
Cerca de 17 pontos focais e membros dos Conselhos Distritais do Combate ao SIDA, da província de Nampula, foram entregues igual número de motorizadas e computadores por forma a fortalecer a capacidade e estratégia de resposta a prevenção e combate ao HIV/SIDA, neste ponto do país.
As autoridades de combate a doença na chamada capital do norte, regista em média por dia 70 novos casos de infecção por HIV, doença que mais mata no país, representando uma taxa de transmissão vertical estimada em pouco mais de 12 por cento. 
Jaime Neto, Secretário de Estado em Nampula, disse esta quarta-feira, 15 de Maio, na abertura de formação de pontos focais e membros dos Conselhos Distritais do Combate ao SIDA, que em 2022 cerca de 313 mil pessoas viviam com o vírus do HIV, em Nampula.
Ainda de acordo com os dados apresentados pelo Secretário de Estado da província nortenha de Nampula, daquele número, mais de 295 700 são pessoas adultas e 17 300 são crianças dos 0 aos 14 anos de idade. 
Jaime Neto, indicou que o HIV/Sida, é a doença que causa mais mortes e exige a intervenção e comprometimento de todas as forças vivas, actores sociais e económicos, «pois a falta desta atitude simplificará o fracasso e consequentemente vamos continuar a perder quadros».
Acrescentou que «todo o investimento do capital humano que o governo realizou, está ameaçado e por esta via o desenvolvimento social e económico da província de Nampula em particular e do país no geral está ameaçado».
Por seu turno, o Secretário Executivo do Conselho Nacional de Combate ao HIV-SIDA, Francisco Mbofana, exortou aos pontos focais dos Conselhos Distritais do Combate a esta doença a empreender esforços no sentido de a população conhecer o seu estado serológico e fazer segmento se necessário.
Prosseguiu explicando que «conhecer a sua epidemia não é suficiente. É preciso também conhecer a sua resposta. Quando nós sabemos quem é mais afectado, onde vive o individuo, o que estamos a fazer para resolver o problema, isso chama-se conheça a sua resposta».
Repisou que «conhecendo a sua epidemia, irá ter a sua resposta, quando isto está no lugar é mais fácil ter uma resposta mas mais a altura do desafio da epidemia que é o HIV». 
 
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