Os dirigentes “fogem” dos jornalistas porque estão mentalmente fracos, diz Aunício da Silva
Por
| António César
Liberdade de Imprensa tem sistematicamente violadas com
recurso a ameaças e intimidações contra jornalistas nos últimos tempos, na
província de Nampula, denuncia o MISA Moçambique na chamada capital do norte.
Aunício da Silva, Presidente do MISA Moçambique, em
Nampula, disse que os factos impedem o decurso normal da actividade
jornalística, daí que defende a necessidade de um trabalho árduo para que a
liberdade de imprensa seja uma realidade no país em geral e na província em
particular.
Aunício da Silva, que fora de Presidente do MISA
Moçambique, em Nampula, é director do Jornal Ikweli, acrescentou que a fraca
abertura das fontes de informação, principalmente, as de instituições públicas,
é devido a regressão intelectual dos dirigentes.
O presidente do Misa Moçambique, em Nampula, explicou que
as fontes, principalmente os dirigentes de instituições públicas, já não são
abertas com a imprensa, «eles não conseguem falar, porque a qualidade
intelectual dos nossos dirigentes ao nível da província de Nampula regrediu
bastante».
Ainda de acordo com Aunício da Silva, a fraca intelectualidade
dos dirigentes da província deve se considerar de preocupante, uma vez que a
não abertura dessas fontes significa que a sociedade é privada de informação
que interessa a sua vida.
«Aliás, os jornalistas trabalham em prol do
desenvolvimento das comunidades através de informação, logo o governo deveria
ser mais aberto com a imprensa», vincou.
Segundo Aunício, por outro lado a situação de nos últimos
tempos, os homens do papel e da caneta em Nampula, em algum momento, não
respeitam os princípios jornalísticos, o que no seu entender é inadmissível,
principalmente os novatos na área.
Num dia em que os
profissionais de comunicação social clamam por liberdade de imprensa, o
Sindicato Nacional de Jornalistas-SNJ, em Nampula, foi oferecer onze mil mudas
de casuarinas ao conselho municipal de Nacala para minimizar o impacto da
erosão que assola a região.
Um gesto vai de
encontro com o lema deste ano «uma imprensa para o planeta, jornalismo diante
da crise ambiental».
O Secretário
Provincial do SNJ, em Nampula, José Arlindo, entende que os jornalistas não
devem se limitar a reportar sobre problemas ambientais, mas demostrar como
combater este e outros males que apoquentam a sociedade.
A Coordenadora
Provincial da Associação de Jornalistas Ambientais-AJA, em Nampula, Rosa
Inguane, disse que a imprensa tem também o seu papel no combate a problemas
ambientais.
Entretanto, o
Presidente do Município de Nacala, Faruk Nuro, que descreve a situação de
erosão como sendo grave, referiu que este é mais um contributo para minimizar o
problema enquanto se estuda mecanismos definitivos.
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