Homens armados ameaçam e destroem casas de munícipes no bairro Bengo em Chimoio


Por | Isabel Chinhoca
 
Homens armados e que se identificam como funcionários do município de Chimoio, capital provincial de Manica, iniciaram quinta-feira, 28 de Março, a destruição de residências no bairro Bengo, para supostamente dar espaço a construção de praia artificial.
De acordo com testemunhas os referidos indivíduos iniciaram a fazer o trabalho na calada da noite, onde ameaçam a população para deixar as suas residências e de seguida derrubam a baixo as suas propriedades.
A população disseram ao jornal Planalto que não foram dados nenhuma informação previa e nem o presidente do município falou com eles quando ao inicio da destruição as residências naquele bairro.
Segundo contam os munícipes a destruição das casas começou por volta das zero horas, quando homens armados com armas de fogo começaram a destruir casas e na tentativa de lhes ouvir porque da tal acção, eis que responderam «que era para dar lugar a praia artificial».
O senhor Luís António, um dos residentes daquele bairro da cidade de Chimoio, diz que ficou surpreendido com a presença dos indivíduos que começaram a destruíram as suas residências sem nenhum anunciou antecipado.
«Nós estamos mal e com medo. Todas as noites estão a mandar pessoas com arma. Nós compramos esses espaços, não fomos oferecidos e já estamos a ver sem indeminização, sem aviso prévio, estamos a nossas residências ser destruídas», lamentou.
Um outro residente da zna de Bengo, o senhor Francisco Manuel, acrescentou que «sempre vem as 0 horas seis à sete homens armados e começam a destruir nossas casas e até ameaçam os moradores».
Os nativos daquela zona pedem a quem de direito para resolver a situação, que está a desgastar a população que não sabem ao certo se aqueles são mesmo funcionários da autarquia ou se são pessoas aproveitadoras.
«Nós nascemos aqui, crescemos aqui, compramos esse terreno, então se nos tiram esse espaço onde iremos viver com nossas famílias?», questionam porque não receberam nenhuma indeminização para se retirar da área identificada para a construção da praia artificial.
Há quem foi mais longe ao repudiar a ideia de a edilidade de construção da referida praia e acusam de o edil João Ferreira, pretender se aproveitar dos seus terrenos.
«Ele, Ferreira, não é o primeiro presidente, já passou Conde e vários outros, ele quer construir praia para o quê? Os brancos não viram que aqui não tinha praia? Só ele que quer nos tirar nossos terenos. Estamos a pedir ajuda». 

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