Mulher queima marido com água quente por não comprar capulana Nampula


Por | António César
 
Uma cidadã encontra-se detida numas das unidades policiais do distrito de Memba, em Nampula, por ter queimado com água quente o seu próprio marido, por alegadamente não lhe ter oferecido capulana para a festa do dia 7 de Abril.
O acto, descrito como sendo grave, aconteceu no bairro Moculumba, posto administrativo de Mazua, pelas 23 horas do dia 04 de Abril, quinta-feira, quando a vítima de 27 anos de idade, estava a descansar, tendo a água fervida de forma premeditada pela esposa, atingido as costas.
O crime acontece quando faltavam três dias para se festejar o dia da mulher moçambicana, onde a tónica dos discursos foi o repúdio a violência doméstica e acções terroristas que assolam a Província de Cabo Delgado, vem a tona pelas próprias mulheres alusivo ao dia da mulher moçambicana.
As mulheres entendem que todo tipo de violência contra o género, incluindo o terrorismo em Cabo Delgado, está travar os anseios e o ritmo de desenvolvimento da população e deixa as mulheres e crianças vulneráveis.
Uma ideia comungada por José Luís, director do Serviço provincial do Ambiente, que garantiu que o governo continua a criar mecanismos para que a mulher esteja cada vez mais emancipada na sociedade.
A Porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Nampula, Rosa Cha+úque, explicou que após o sucedido, a vítima foi socorrida de urgência ao hospital local, onde se encontra a receber cuidados intensivos.
Chaúque, acrescentou que a autora do crime continua a ver o sol aos quadradinhos numa das celas daquele ponto da província, aguardando a legalização da sua detenção e responsabilização dos actos que lhe são acusados.
Rosa Chaúque defendeu a necessidade dos cidadãos procurarem a polícia para a resolução dos seus problemas e a não pautarem pela justiça pelas próprias mãos, pois constitui um crime. «O facto de o seu parceiro não ter comprado capulana deve constituir motivo para tal acção».

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Os dirigentes “fogem” dos jornalistas porque estão mentalmente fracos, diz Aunício da Silva

Desmaios e delírios levam escola a interromper aulas em Manica

Mais de trezentas e cinquenta mil pessoas vivem com HIV em Nampula